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terça-feira, 29 de janeiro de 2013
"Synecdoche, New York" (Charlie Kaufman, 2008)
"Everything is more complicated than you think, you only see a tenth of what is true. There are a million little strings attached to every choice you make, you can destroy your life every time you choose. But maybe you won't know for twenty years and you may never ever trace it to its source and you only get one chance to play it out... Just try and figure out your own divorce.
And they say there is no fate; but there is: it is what you create. And even though the world goes on for eons and eons, you are only here for a fraction of second, most of your time is spent being dead or not yet born; but while alive, you wait in vain, wasting years, for a phone call or a letter or a look, from someone or something to make it alright... But it never comes, but it seems to but it doesn't really.
So you spend your time in vague regret or vaguer hope that something good will come along, something to make you feel connected, something to make you feel whole, something to make you feel loved; and the truth is: I feel so angry! And the truth is: I feel so fucking sad! And the truth is: I've felt so fucking hurt for so fucking long and for just as long I've been pretending I'm ok, just to get along just for... I don't know why.
Maybe because no one wants to hear about my misery; because they have their own.
Well: fuck everybody!
Amen."
domingo, 11 de novembro de 2012
A Turma do Charlie Brown (Race For Your Life, Charlie Brown, Bill Melendez and Phil Roman, 1977)
Nada melhor que um filme de animação realmente infantil, mas que trata as crianças com muito respeito, ao fazer uso de um roteiro bem amarrado, com personagens bem construídos e uma mensagem final edificante (não haveria como ser diferente), mas não necessariamente redentora ao extremo. O longa de 1977 da turma do "peanut" Charlie Brown, "Race For Your Life, Charlie Brown", apresenta os clássicos personagens de Charles M. Schulz em um acampamento de férias, competindo em uma corrida de botes com outros personagens, principalmente três garotos maiores e malvados. O enredo básico privilegia o traçado simples dos personagens, reafirma a personalidade de cada um dos garotos (e, claro, do cão Snoopy e do pássaro Woodstock) e tem uma belíssima trilha sonora, bebendo no folk e no jazz. Schulz e os diretores Melendez e Roman, numa época em que a abordagem infantil era bem diferente desta dos dias que correm, ao ironizarem temas adultos, como auto-estima, liderança e democracia, apostaram que estavam falando com crianças espertas. Eles estavam, e essa aposta bem que poderia ser constantemente renovada por outros animadores.
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
Moonrise Kingdom (Wes Anderson, 2012)
Wes Anderson é um dos poucos cineastas da atualidade que conseguiram criar um mundo próprio que perpassa seus filmes, a exemplo de Tim Burton, Quentin Tarantino ou David Lynch. É um mundo com um visual vintage, personagens blasé, trilha sonora cuidadosamente passadista e um tom predominantemente melancólico. Essas características estão presentes de maneira intensa em seu novo filme, "Moonrise Kingdom", seu melhor trabalho desde "Os Excêntricos Tenenbaums"/"The Royal Tenenbaums" (2001). A história de dois problemáticos pré-adolescentes que fogem de casa para ficar juntos, em uma pequena ilha fictícia no ano de 1965, é de uma delicadeza surpreendente para um autor que parecia se preocupar mais com a forma do que com o conteúdo de seus últimos trabalhos. Aqui ele parece entender bem o universo daqueles garotos que buscam fugir das relações pouco sinceras do mundo dos adultos, que eles sutilmente estavam começando a reproduzir. Anderson invade esse universo por meio de sua já característica câmera em zoom e do onipresente binóculo da garota Suzy, e consegue nos entregar uma saborosa história de amadurecimento, tanto do próprio autor como dos adultos, que são mais infantis do que os próprios moleques.
domingo, 4 de novembro de 2012
Alois Nebel (Tomáš Luňák, 2011)
Se, como já comentei anteriormente, o hiper-realismo de parte parte das animações atuais tendem a restringir as diversas nuances de suas produções, por outro lado, o uso de elementos de animação podem enriquecer as narrativas do chamado "cinema de carne e osso". O tcheco "Alois Nebel", adapatado por processo de rotoscopia da trilogia de graphic novel homônima, utiliza justamente essas características para imprimir com força os aspectos oníricos e alucinatórios da história de um despachante de trem de um pequeno vilarejo na Tchecoslováquia de fins de 1989 enviado para uma clínica de saúde mental ao confundir constantemente alucinação e realidade, presente e passado.
O filme é, de fato, uma seca reflexão da transição do comunismo para os novos dias na Tchecoslováquia, onde o tempo está constantemente sombrio e fechado, os cenários estão desmoronando, os trens descarrilados e as notícias da transição política chegam aos passivos personagens por meio de longínquas transmissões radiofônicas. É o novo se impondo em um contexto onde o passado sequer foi devidamente assimilado, as feridas da história não se cicatrizaram completamente. Luňák nos mostra de maneira pouco condescendente uma realidade que mudou tão velozmente e tão impositivamente que poucos conseguiram assimilar aquele novo mundo real.
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
Na Neblina (В тумане, Sergei Loznitsa, 2012)
Embora tivesse sido lançado originalmente em 2010, por uma dessas coincidências, só fui assistir ao filme "Minha Felicidade"/"My Joy", do cineasta bielo-russo Sergei Loznitsa este ano, em pleno período turbulento da posse de Vladmir Putin para mais um mandato como presidente da Rússia. Período em que as contradições da ex-República Soviética foram expostas como nunca antes. O filme representou um ótimo diálogo com o momento político, ao radiografar os recônditos de uma violência generalizada, forjada por anos, décadas, de autoritarismo governamental. E tudo isso com uma visão extremamente pessimista, de fazer os irmãos Dardenne parecerem uma dupla de Pollyannas. Foi uma porrada na cara, ou um soco no estômago.
Por isso, as expectativas eram altas quando fui ver esse novo "Na Neblina". E Loznitsa não decepcionou, mostrando ser um dos cinco cineastas mais interessantes do cinema atual. Ao centrar sua narrativa na Bielo-Rússia ocupada pelos alemães em 1942, o autor tem aqui as limitações de seguir uma narrativa propriamente dita - o roteiro é baseado em um romance. Mas o faz de uma maneira tão sublime, e bem menos hermética do que o filme anterior. Aliado à fotografia primorosa e aos planos formidáveis, Loznitsa parece se propor o desafio de usar elementos autorais e artísticos para, enfim, contar uma história no fundo muito simples, mas que evoca elementos já presentes anteriormente em seu cinema, como a relação entre a natureza bruta e a brutalidade das relações, sem fazer quaisquer concessões. Uma via-crucis sem redenção final.
domingo, 28 de outubro de 2012
Camp 14 - Total Control Zone (Marc Wiese, 2012)
O documentário "Camp 14 - Total Control Zone" abre tantas frentes de discussões e evidencia tantas peculiaridades que a história de Shin Dong-Huyk, que nasceu e viveu até os 23 anos em um "campo de prisioneiros" na Coréia do Norte, parece nunca esgotar o tema proposto. Não que o diretor Marc Wiese tivesse alguma intenção de ser definitivo - ele deliberadamente se foca na aterradora narrativa de Dong-Huyk, apenas com intervenções de dois ex-colaboradores do serviço de repressão desses campos de prisioneiros, tão abundantes naquele país. Como esses dois desertados do regime escaparam do país e como é a vida que levam na Coréia do Sul? Como foi a adaptação de Dong-Huyk ao seu novo mundo, do outro lado das grades do campo? São histórias que, por si só, já renderiam filmes próprios.
O que permanece, então, é a descrição crua da vida em um campo que, em última análise, é um "campo de morte" e uma sutil genealogia da degeneração de valores morais e éticos que regimes totalitários (e, nesse caso, sua representação mais extrema nos dias que correm) promovem. Um mundo onde a vigilância e denúncia de comportamentos "impróprios" de seus familiares fazem mais sentido do que a ideia de amor para com eles. Wiese pouco intervem no que o ex-prisioneiro tem a dizer - e, pensando bem, por que deveria? É certo que ele usa elementos que são clichês do gênero de documentários, como longas tomadas silenciosas com os entrevistados fazendo banalidades, e só faz uma intervenção irônica ao longo do filme - muito boa, por sinal, quando, após Dong-Huyk prestar a parte mais dramática de seu depoimento (o testemunho da execução de sua mãe e de seu irmão), o coreano é mostrado visitando uma alegre instituição em Los Angeles que se ocupa em defender os direitos humanos na parte norte da península asiática - como que para situar o espectador na quase impossibilidade de se compreender todo o significado do estado de coisas no país dos Kim. E é disso que se trata o filme, afinal de contas: a conquista do objetivo de todo regime comunista - a criação de um "novo homem", com princípios e valores próprios, sempre às expensas do que, no fim, nos faz humanos.
domingo, 9 de setembro de 2012
Kaboom (Gregg Araki, 2010)
A principal qualidade de "Kaboom", do Gregg Araki, é o tesão com que o cineasta dirige o filme. Ao retratar as angústias sexuais de jovens recém-entrados na universidade, Araki chega muito perto daquela que é, talvez, a principal qualidade de um Gus Van Sant: o esforço genuíno para tentar entender um universo do qual ele definitivamente não faz parte. Todas as confusões e idiossincrasias de uma geração que está aprendendo a tratar sua sexualidade de uma maneira tão própria, menos sujeita a rigidez e mais livre em experimentações, estão muito bem colocadas na fita. Apenas o recurso de utilização de uma temática sobrenatural que, se serve para apresentar algumas escolhas narrativas curiosas, por outro lado se mostra bastante frouxa no final, oferece alguma restrição ao longa. Se bem que, ainda ali, Gregg Araki não deixa de homenagear seus retratados através de um "gênero" que lhes é tão caro.
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
The Lost Thing (Andrew Ruhemann & Shaun Tan, 2010)
Uma das mais belas fábulas modernas sobre sentir-se deslocado, incompreendido ou estrangeiro. O alívio final invariavelmente me recorda outros freaks, aqueles que, lá pro fim do filme do Lynch, ajudam "O Homem Elefante"/"The Elephant Man" em sua fuga. De cortar o coração.
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
Ainda Annie Hall
Este é um exercício que seria interessante praticar: o que os nossos colegas de escola primária estão fazendo hoje? Não duvido que as respostas seriam tão originais como estas.
terça-feira, 21 de agosto de 2012
Joe Strummer em Mystery Train (Jim Jarmusch, 1989)
2012 é o ano de ao menos duas grandes efemérides para Joe Strummer: o genial líder do "Clash" faria 60 anos de idade hoje, caso não houvesse morrido há uma década atrás. Sua discografia indispensável está ao alcance por alguns meros cliques aqui na rede, mas vale lembrar também sua participação no jarmuschiano "Mystery Train".
domingo, 19 de agosto de 2012
The Dark Knight Rises (Christopher Nolan, 2012)
Batman, o bilionário blasè que vive salvando sua cidade, sempre foi considerado um herói ambíguo. É isso que os fãs do personagem adoram repetir, ressaltando uma certa profundidade não encontrada nos outros super-heróis. Ele também não teria super-poderes - o que não é verdade, já possui o mais palpável de todos, o dinheiro. Em "Dark Knight Rises", última parte da trilogia do Cavaleiro das Trevas concebida por Christopher Nolan, o herói, a certa altura, perde seus superpoderes. Bruce Wayne perde toda sua fortuna com apostas de altos riscos na bolsa de valores. É Nolan, que no filme anterior da franquia fez o homem-morcego ir até a China recuperar o dinheiro roubado dos trabalhadores americanos, incorporando o zeitgeist à sua nova obra. De resto, a ambiguidade suplanta o personagem e se espalha por toda a narrativa - os "99%", manipulados, se vingam atabalhoadamente dos privilegiados "1%" (pra, no final, aprenderem a lição e tudo voltar a ser como era antes); a contraposição entre o indivíduo que busca fazer justiça com as próprias mãos e toda a patética e ineficiente estrutura repressora oficial (polícia, governo); a vulnerabilidade dos personagens em um filme de ação ("Dark Knight Rises" deve ser o longa do gênero onde mais aparecem personagens com os olhos marejados, quando não chorando copiosamente). Em que acredita Nolan: no indivíduo ou na sociedade, no super-herói e nos pequenos heróis (que só acertam quando agem individualmente) ou na polícia? No fim das contas, são essas as questões que vão delimitar a fronteira que separa o puro entretenimento de uma diversão mais consistente.
"Dark Night Rises", como desfecho de uma trilogia grandiosa, é um filme que busca insistentemente ser grande, o maior de todos. Essa insistência sai algumas vezes pela culatra, como quando opta por uma trilha-sonora demasiado épica do Hans Zimmer e uma duração que poderia ser ao menos uns 45 minutos mais curta, sem grandes prejuízos para a narrativa. Mas Nolan é bom no mise-en-scène, conta com um personagem já clássico e com muito dinheiro para fazer um filme tecnicamente impecável. Se a escolha de Christian Bale e Anne Hathaway para viver o casal central não é das mais felizes, com o resto do elenco o diretor fez um gol de placa: Michael Caine continua exibindo sua elegância de outro mundo; Gary Oldman beira o excepcional com seu Comissário Gordon finalmente dizendo a que veio; Joseph Gordon-Levitt é a escolha certeira e nada surpreendente para o personagem que afinal se revela; Tom Hardy segura bem um vilão sem qualquer charme ou carisma; Marion Cotillard confirma ser, ao lado de Tilda Swinton, a atriz mais interessante do cinema atual; Cillian Murphy reincorpora Jonathan Crane de maneira mais solta e anárquica; e é sempre um prazer rever um Mathew Modine inspirado. Nolan caminhou com cuidado por aquela fronteira entre o mero entretenimento e a consistência e, se ele pendeu para algum lado durante o trajeto, possivelmente foi para o segundo.
sábado, 18 de agosto de 2012
terça-feira, 14 de agosto de 2012
domingo, 12 de agosto de 2012
Laurie Anderson - Speak My Language (de Fallen Angels, Wong Kar-wai, 1995)
A música desempenha um papel-chave nos filmes do Wong Kar-wai, quase como um personagem extra. O excerto acima é um dos mais luminosos da carreira do diretor (entre tantos outros...), de uma delicadeza e elegância raramente vistas em uma cena de masturbação - e torna "Speak My Language", da Laurie Anderson, antológica.
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
Ainda a Movida - Arrebato (Iván Zulueta, 1979)
Não dá pra falar de Movida Madrileña sem citar o incrível "Arrebato", do Iván Zulueta, um dos grandes momentos do cinema vanguardista. A clássica história do artista em crise criativa é contada sem maiores pudores e com generosas doses de originalidade.
Aqui, os colaboradores de primeira hora do Almodóvar, Cecilia Roth e Eusebio Poncela, fazem uma inesquecível releitura da Betty Boop - mas trata-se de um filme que merece ser visto na íntegra (e não é difícil encontrá-lo na rede).
terça-feira, 7 de agosto de 2012
Almodóvar y McNamara - Suck It To Me (de Labirinto de Paixões/Laberinto de Pasiones, Pedro Almodóvar, 1982)
Pedro Almodóvar é pai e filho da "Movida Madrileña", movimento cultural de cunho libertário que surgiu na Espanha pós-franquista e que atingiu (e dialogou com) praticamente todas as artes e mídias. Depois de décadas sob a repressão de uma das mais longas e conservadoras ditaduras da Europa Ocidental, um certo grupo de boêmios, artistas, intelectuais, junkies etc. puderam dar vazão à liberdade por tanto tempo reprimida. Com muitas cores, sexo, drogas, cultura pop e estética kitsch, popularizaram-se expressões como "Esta noche todo el mundo a la calle" e "Madrid me mata".
Os primeiros filmes do cineasta espanhol ainda estavam muito impregnados desse clima e dessa estética. "Labirinto de Paixões"/"Laberinto de Pasiones", de 1982, é apenas seu segundo longa e, embora com várias arestas para se aparar, já mostrava um autor com impressionante domínio da narrativa e olhar passional (que, paradoxalmente, sempre manteve uma visão distante o suficiente de emitir juízos de valores sobre as ações de seus personagens) - qualidades essas que chegariam perto da perfeição quase 20 anos depois, com "Tudo Sobre Minha Mãe"/"Todo Sobre Mi Madre" e "Fale com Ela"/"Hable Con Ella", que mostram um artista mais sóbrio e maduro.
A provocante letra da música acima (performada pelo cineasta e pelo artista Fabio McNamara) ressalta bem os traços dos espíritos da Movida e do próprio Almodóvar, que, por um tempo, tanto se confundiram.
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domingo, 5 de agosto de 2012
Debatendo Religião em A Vida de Brian (Monty Python's Life of Brian, Terry Jones, 1979)
A Vida de Brian/Monty Python's Life of Brian deve ser, ao lado de Ninotchka e Dr. Fantático/Dr. Strangelove, minha comédia favorita de todos os tempos. O retrato irônico com que trata as origens do cristianismo (e a ideia de religião de um modo geral) não passou batido - pelo contrário, gerou polêmica em todos os cantos onde foi exibido e, em alguns casos, proibido. O programa da BBC "Friday Night, Saturday Morning" de 9 de novembro de 1979 dedicou-se a discutir o filme, tendo como convidados o então bispo Mervy Stockwood, o jornalista Malcolm Muggeridge e dois integrantes do Monty Python, John Cleese e Michael Palin. Melhor que os argumentos, só mesmo a fina ironia britânica que os dois lados do debate usam igualmente para expor seus pontos de vista.
sexta-feira, 3 de agosto de 2012
Glória Feita de Sangue (Paths of Glory, Stanley Kubrick, 1957) - Final
Stanley Kubrick era de um anti-militarismo feroz. Ele tratou diretamente do tema em "Dr. Fantástico"/"Dr. Strangelove" e "Nascido para Matar"/"Full Metal Jacket", por exemplo, mas nada se compara a "Glória Feita de Sangue"/"Paths of Glory", um dos filmes fundamentais do cinema mundial e particularmente o meu preferido de toda a filmografia do genial cineasta norte-americano. É nesse filme, cujo roteiro conta com a colaboração do grande Jim Thompson, que encontramos os melhores e mais antológicos diálogos "kubrickianos", mas a cena final resume tudo com uma eloquência sem igual.
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
Gore Vidal, Ben-Hur e Messala
O Gore Vidal que fica é o escritor e roteirista arrojado, não o interlocutor que dava ouvidos aos delírios de um Timothy McVeigh.
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