sábado, 7 de julho de 2012
One Step Beyond - The Sacred Mushroom
Mais um daqueles posts incríveis do "Dangerous Minds". Menos de um ano depois das primeiras experiências lisérgicas do Timothy Leary, o diretor e apresentador do programa de televisão norte-americano "One Step Beyond", John Newland, viajou até o México para experimentar os "cogumelos mágicos" ou "sagrados" - o peiote. Isso em 1961. De lá pra cá, não é necessário ser nenhum gênio para se perceber o quanto a televisão de uma forma geral perdeu em genuína sofisticação e ousadia.
Bergman, Truffaut e Haneke
Se ainda não pode ter seu nome equiparado ao dos seus colegas da Suécia e da França (e provavelmente nunca terá mesmo), o austríaco Michael Haneke é um dos mais importantes cineastas contemporâneos. E o mesmo canal exibe às 00:25 seu filme de 2005, "Caché", sem dúvida um dos trabalhos fundamentais da década passada.
Com uma programação como essa, dá até pra ficar em casa sem nenhum problema mesmo em um sábado de feriadão prolongado no estado.
Album Covers: Elvis Presley (1956) e The Clash (London Calling, 1979)
A foto capa do primeiro álbum do Elvis, de 1956, foi tirada em Tampa, Flórida em 1955, por William "Red" Robertson.
Os punks do Clash fizeram uma versão, bem, punk, da capa do ábum do Elvis para o seu clássico de 1979, "London Calling". Paul Simonon foi fotografado por Pennie Smith destruindo seu baixo durante o quinto tour da banda pelos Estados Unidos. O design gráfico é de Ray Lowry.
sexta-feira, 6 de julho de 2012
Os 30 Anos de "Coisas Eróticas", o Primeiro Pornô Explícito Brasileiro
Amanhã, 07/07, completam-se os 30 anos da primeira exibição de um filme pornô explícito nacional, o "Coisas Eróticas" (Raffaele Rossi), no Cine Windsor, centrão paulistano. O "Estadão" nos conta que um documentário e um livro sobre os bastidores da produção foram preparados. O filme, egresso da Boca do Lixo, pode ser facilmente baixado na rede e o seu interesse é, digamos, apenas histórico.
É interessante notar que o primeiro explícito norte-americano, "Mona", foi lançado em 1970, mesmo ano, por exemplo, do primeiro dinamarquês, "Mazurka på sengekanten". Nós brasileiros sempre nos jactamos de ser sexualmente avançados, mas não passamos mesmo de uns retardatários.
Daunbailó (Down By Law, Jim Jarmusch, 1986) - Intro
New Orleans apresentada ao som de "Jockey Full of Bourbon", do Tom Waits, na sequência inicial do cult do Jim Jarmusch, "Daunbailó"/"Down By Law".
quinta-feira, 5 de julho de 2012
quarta-feira, 4 de julho de 2012
La Concejala Antropófaga (Mateo Blanco, 2009)
"Spin off" da personagem de "Abraços Partidos"/"Los Abrazos Rotos" (Pedro Almodóvar, 2009). Hilário.
terça-feira, 3 de julho de 2012
David Bowie - Space Oddity
No filme canadense C.R.A.Z.Y. (Jean-Marc Vallé, 2005), o personagem do Marc-André Grondin consegue traduzir bem uma das melhores músicas da carreira do David Bowie, a desesperada (e desesperançada) "Space Oddity".
O próprio Bowie também participou de uma versão da música no filme promocional de 1969, "Love You Till Tuesday", dirigido por Malcolm J. Thompson. O resultado, ainda que levemente interessante, se mostrou mais previsível.
segunda-feira, 2 de julho de 2012
Album Cover: Bryan Ferry - Olympia (2010)
Kate Moss fotografada por Adam Whitehead para a capa do disco "Olympia", do Brian Ferry. O design é do Gideon Ponte.
domingo, 1 de julho de 2012
Radiohead - Videotape
No matter what happens now
You shouldn't be afraid
Because I know
Today has been the most perfect day
I have ever seen
A Fracassada Guerra às Drogas
Se, por volta de 1967, o abuso de maconha e LSD tinha implicações, digamos, mais comportamentais, como citado aqui há dois posts, o debate contemporâneo sobre a questão das drogas adquire contornos eminentemente mais políticos. Revista irmã da "Vanity Fair", a "New Yorker" publicou recentemente um excelente artigo sobre a batalha que trava a cidade mexicana de Guadalajara contra cartéis ligados principalmente ao tráfico de metanfetaminas, cujo destino final são quase sempre os Estados Unidos (segundo informações da ONU, anfetaminas superam cocaína e opiáceos e ficam atrás apenas da maconha como a classe de drogas mais consumida no mundo todo). Cidade de cerca de 4,5 milhões de habitantes, que já foi conhecida por sua segurança e sofisticação, Guadalajara entrou na espiral de violência descontrolada que atingiu quase todo o país, contaminando a sociedade, a polícia e a política, sem parecer apontar para uma real solução a médio ou longo prazo. Surgiram organizações criminosas também ligadas à "venda de proteção", a contrabando de produtos e à extorsão de imigrantes ilegais. A eleição presidencial realizada hoje no país, com esperada vitória da oposição, não deverá mudar esse curso.
O caso mexicano evidencia o completo fracasso da chamada política de "Guerra às Drogas", elaborada principalmente pelos EUA a partir da década de 1970. A simples repressão à oferta e criminalização da demanda se provou contraproducente ao não encarar o problema de frente e com todas as nuances que tal tarefa exigiria. Em última análise, uma sociedade livre das drogas é virtualmente uma utopia. O melhor a se fazer seria tentar uma regulamentação mínima desse comércio e um projeto de educação baseado em mais informações e menos preconceitos e dogmatismos. Alguns países europeus chegaram a resoluções com base em políticas de redução de danos. É claro que países como os Estados Unidos, o México e o Brasil, culturalmente mais heterogêneos e socialmente mais complexos, exigiriam soluções baseadas em suas características particulares e seria imperativo considerar a inserção deles no sistema internacional. Mas, como mostra o nível de brutalidade a que se chegou a violência no México e a infiltração do crime organizado em praticamente toda a estrutura do estado, já passou do tempo da ineficiente política de simples repressão ser revista. Caberiam aos políticos enfrentar o problema de frente e com o mínimo de preconceito possível. Mas um mesquinho e ignorante cálculo político impede que o debate suba de nível.
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