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sábado, 19 de maio de 2012
Transa, 40 anos
Leio hoje na folha que o álbum clássico de Caetano, "Transa", completa 40 anos. Dos trabalhos do artista, esse é o meu preferido. Dos dois discos gravados no exílio londrino (o primeiro foi o também belo e triste "Caetano Veloso", de 1971), aqui parece que o artista sai da toca, que se interessa mais pela cena fervilhante à sua volta e procura incorporar isso à sua música - o anterior parecia um tributo de saudade à terra deixada pra trás e à dificuldade de se adaptar ao novo (velho) mundo. Isso sem jamais se esquecer de que "nasceu lá na Bahia de mucama com feitor". É um trabalho primoroso, que mostra o artista já plenamente consciente da riqueza da cena musical da Londres daqueles anos viscerais (Caetano gosta de lembrar de ter sido o primeiro a inserir a palavra "reggae" em uma canção brasileira, na segunda faixa do álbum, "Nine Out of Ten"), bebendo muito dessa fonte, mas constantemente e orgulhosamente resgatando suas raízes brasileiras/baianas. Tendo a ver isso como uma completa tradução do tal projeto "tropicalista".
A reportagem da Folha também é útil em questionar o culto excessivo que o álbum recebeu de anos pra cá, obscurecendo várias fases e trabalhos anteriores do artista. "Transa" é ótimo, mas é também o ponto alto da carreira de uma figura que nos legou e nos tem legado uma discografia de momentos ímpares.
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